Justiça determina afastamento de Paula Ribas do cargo de prefeita

Paula Ribas (PSB), foi eleita em outubro de 2016 com 27.874 votos (65,19%)
Justiça determina afastamento de Paula Ribas do cargo de prefeita
Paula Ribas foi afastada do cargo de prefeita de Cajamar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
27 de Outubro de 2017 - 16h42

A crise política de Cajamar parece não ter fim. Na tarde desta terça-feira, 24 de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o afastamento de Paula Ribas (PSB) do cargo de prefeita de Cajamar. A decisão foi pedida pelo Ministério Público, em razão de uma ação criminal que tramita contra a Chefe do Poder Executivo. A vice-prefeita Dalete Oliveira (PCdoB) assumiu o cargo.

Processos Eleitorais

Paula Ribas (PSB), foi eleita em outubro de 2016 com 27.874 votos (65,19%). Além do processo de afastamento do TJ/MP-SP, ela também trava árduas batalhas jurídicas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. Políticos de oposição, através das Coligações “Juntos por Cajamar” e “Uma nova história para Cajamar”, entraram com recursos eleitorais de cassação de mandato alegando abuso de poder político e econômico. Na primeira instância, os juízes Filipe Antônio Marchi Levada e Jefferson Barbin Torelli, da 354ª Zona Eleitoral de Cajamar, acataram os pedidos e decidiram pela cassação dos mandatos.

Paula Ribas e Dalete Oliveira, através da Coligação “Uma aliança de vitória por Cajamar”, recorreram ao TRE em segunda instância. No processo 359-64.2016.6.26.0354, que trata da reforma de um prédio para inauguração de uma Creche Municipal, no Polvilho, foram absolvidas por unanimidade. Já o processo 361-34.2016.6.26.0354, referente à pavimentação de 180 vias no ano da eleição o julgamento estava empatado em 3x3, quando o desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, então presidente em exercício do TRE, adiou a resolução.

No processo 634-13.2016.6.26.0354 referente ao término da construção e inauguração de uma escola no bairro São Benedito, o TRE realizou julgamento na noite desta quinta-feira (26) e acatou pedido da defesa de Paula para que o processo volte à primeira instância, pois não foram realizadas as oitivas das testemunhas de defesa.