Em reunião do Consea, Lula comemora saída do Brasil do Mapa da Fome

Em seu discurso, Lula destacou o empenho das pessoas que atuam em prol da segurança alimentar
Em reunião do Consea, Lula comemora saída do Brasil do Mapa da Fome
Na cerimônia no Palácio do Planalto, Lula, ministros e integrantes do órgão comemoraram a saída do Brasil
8 de Agosto de 2025 - 13h43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encerramento da reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), nesta terça-feira, 5 de agosto. Na cerimônia no Palácio do Planalto, Lula, ministros e integrantes do órgão comemoraram a saída do Brasil do Mapa da Fome, anunciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) na semana passada.

Em seu discurso, Lula destacou o empenho das pessoas que atuam em prol da segurança alimentar em todo o país. “Vocês não sabem a alegria que eu estou, porque a gente está mostrando ao mundo que é possível. E não é possível por conta de um governo, é possível porque existem vocês. Sozinhos, a gente não teria feito 10% do que fizemos. Se não fossem vocês, cada membro do Consea espalhado pelo país inteiro, cada companheiro do movimento social e sindical, assistente social, sindicalista, gente ligada às igrejas, se não fosse essa comunhão de pessoas humildes, interessadas e com boa vontade, a gente não teria chegado a isso. O que o governo fez foi pedir socorro para vocês”, declarou.

A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável.

PRIORIDADE — Lula se emocionou ao contar histórias sobre quando passou fome. E apontou que essa experiência o motiva a ter o combate à fome como uma de suas prioridades enquanto líder da nação. “É muito fácil fazer discurso, mas cuidar do pobre de verdade, você não cuida com a consciência da cabeça, é com o coração. Você tem que ter sentido aquilo, tem que ter sentimento sobre aquilo. Você precisa ou ter vivido ou ter conhecido alguém que viveu aquilo, porque a fome não dói. A fome vai corroendo você por dentro”, afirmou.

"Não dá pra ter política ‘quebra-galho’. Com política quebra-galho, a gente não resolve esse problema. A gente está provando que não se resolve isso se não tiver política pública de Estado. [A fome] é responsabilidade do Estado. Caso contrário, não tem solução", frisou.

EXEMPLO — O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que o Brasil serve de exemplo para o mundo no enfrentamento à insegurança alimentar. “O Brasil, mais uma vez, mostra ao mundo que é possível acabar com a fome, com políticas públicas bem desenhadas, com participação social, intersetoriais e com foco nos mais vulneráveis”, disse.

“Essa é a segunda vez que, sob sua liderança, presidente, o Brasil sai da fome. A primeira foi em 2014, infelizmente voltamos a ela em 2021, quando as políticas sociais foram desmontadas. Mas hoje celebramos a retomada desse caminho que nos levou a atingir a meta antes do prazo”, afirmou Dias, lembrando que a meta do governo era alcançar esse objetivo até 2026. O ministro também apontou o compromisso de seguir trabalhando em prol da segurança alimentar e nutricional.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência e secretário-geral do Consea, Márcio Macêdo, enfatizou que a saída do Brasil do Mapa da Fome foi possível devido à união de esforços em prol desse objetivo. “Esse processo foi construído a várias mãos, pela política econômica do presidente Lula, de recuperação do salário mínimo, de investimento na renda, no emprego; nas ações para recuperar o nosso país e nas políticas sociais de combate à fome, à miséria, com a participação da sociedade civil brasileira”, declarou.

Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR