Brasil assume presidência do MERCOSUL com foco em integração regional

Lula reconheceu os desafios apontados pelos demais chefes de Estado ao longo da reunião
Brasil assume presidência do MERCOSUL com foco em integração regional
Presidente Lula recebe a presidência do MERCOSUL do presidente argentino, Javier Milei
4 de Julho de 2025 - 16h22

Ao assumir a presidência pro tempore do MERCOSUL, nesta quinta-feira, 3 de julho, durante a 66ª Cúpula de Chefes de Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a dedicar esforços para que o bloco avance na consolidação de uma integração mais ambiciosa e efetiva.

"Vou me dedicar para que a gente possa avançar o máximo que pudermos, para que o MERCOSUL se transforme num grande bloco econômico, político, cultural, científico e tecnológico", afirmou, ao frisar que a presidência brasileira dará continuidade e profundidade às declarações adotadas durante o encontro em Buenos Aires.

Uma das prioridades já verbalizada pelo presidente é conduzir as tratativas para concluir os acordos entre o MERCOSUL e a União Europeia e entre o bloco sul-americano e a EFTA, integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. “Estou confiante de que, até o fim deste ano, assinaremos os acordos com a União Europeia e com a EFTA, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”.

COMPROMISSO - Lula reconheceu os desafios apontados pelos demais chefes de Estado ao longo da reunião, especialmente em relação à lentidão em processos decisórios do bloco. "Ouvi com atenção as angústias que cada presidente colocou nas suas falas: a falta de rapidez nas decisões, a demora para executar o que muitas vezes já foi acordado. Quero me comprometer com cada um de vocês. Prometo que vou fazer a minha parte", declarou.

INTEGRAÇÃO — O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) se consolida como um dos maiores mecanismos de integração regional do mundo. Além de fomentar a paz e a cooperação entre os países, o bloco viabiliza benefícios práticos, como a livre circulação de pessoas, reconhecimento de direitos previdenciários e alinhamento de normas comerciais e sanitárias.

ARTICULAÇÕES - A presidência pro tempore brasileira se estende até o fim de 2025 e, segundo o presidente, será marcada por uma atuação voltada à ampliação das articulações políticas e econômicas com outros países e blocos. Para Lula, o bloco tem plenas condições de assumir protagonismo internacional. "Temos tudo: um povo generoso, conhecimento científico e tecnológico, experiência política. Cabe somente a nós decidir se seremos grandes ou pequenos, porque temos tudo para desempenhar um grande papel na construção de um mundo mais justo e sustentável".

Foto: Ricardo Stuckert / PR